Jogo de Apresentação:
Benfica 1-0 Feyenoord
Nasceu uma equipa!
Estreia de sonho de um excitante Benfica diante
de mais de 43 mil adeptos. Uma Luz radiosa em noite perfeita. O
Benfica venceu por 1-0 os holandeses do Feyenoord e, mais do que
isso, convenceu.
Na noite em que Cardozo confirmou a veia goleadora, Aimar tirou
sucessivos coelhos da cartola, Martins comeu a relva… uma
equipa nasceu, tendo mais de 43 mil como testemunhas. Entretanto,
quase nos esquecíamos de referir, Reyes estreou-se. E
deixou, também ele, água na boca…
Início demolidor
Tal como já ficara bem evidente ao longo do Torneio de
Guimarães, foi um Benfica mais perto do desenho final aquele
que se apresentou aos mais de 43 mil adeptos que marcaram
presença na Luz. Após as emoções da
apresentação de cada um dos jogadores aos adeptos
(apresentação essa em grande estilo, com direito a
palco, confetis e enormes tarjas com fotografias dos craques) e
também do deslumbrante voo da águia Vitória
(aplaudido de pé por Quique Flores e acompanhado de boca
aberta em especial pelos novos jogadores), o Benfica quis prolongar
as cores da glória, mercê de um futebol envolvente e
alegre.
Apresentando uma equipa muito parecida com aquela que venceu o V.
Guimarães, Quique Flores promoveu, ainda assim, a
titularidade de Quim, Maxi Pereira (confirma-se a tendência
de jogar como lateral-direito), apostando em Yebda de início
e dando a Katsouranis um lugar ao lado de Luisão no centro
da defesa. Mas foi com a mesma receita de Guimarães que o
Benfica quase chegou ao golo no minuto inicial: Rúben Amorim
em diagonal da direita para o centro (após calcanhar
delicioso de Aimar e imparável arrancada do ex-Belenenses)
e, na cara de Timmer, a atirar por cima.
Uma jogada que obrigou o Feyenoord a encarar a partida com maior
receio, resguardando-se na retaguarda, algo que não é
a especialidade das equipas holandesas, sempre superiores quando se
encontram donas e senhoras da posse de bola. O Benfica, assentando
o seu jogo na capacidade de passe de Carlos Martins, nos
desequilíbrios gerados por Aimar, nas diagonais de Amorim e
na verticalidade e velocidade de Urreta, tratou de colocar a nu as
fragilidades defensivas do opositor, sendo tal evidente em especial
nas incursões do jovem uruguaio que, por diversas vezes,
surgiu em excelente posição pela esquerda, só
pecando no capítulo do passe (final).
A segunda vaga
Mas foi bem pelo meio que outro sul-americano – Cardozo
– quase fez aquilo que mais gosta, mas viu o poste roubar-lhe
o momento de glória, após tiro surpreendente à
entrada da área. Novamente Cardozo à beira do golo
meia hora depois, quando, servido por Aimar, atirou em jeito para
voo decisivo de Timmer. O público gostava, mas o zero
mantinha-se. E como merecia ter sido desfeito quando, aos
43’, na melhor jogada do encontro, o Benfica quase marcou.
Carlos Martins orquestrou um lance em progressão, trocando
com Urreta e Cardozo antes de ceder a Amorim, na direita, e este
centrar para o cabeceamento de Aimar. A bola, essa infiel, saiu um
pouco ao lado…
Chegou o intervalo mas nem por isso algo mudou. O Benfica voltou a
apresentar total superioridade em todas as vertentes do jogo e
continuou a adivinhar-se o golo. Ora, se aos 66’ Timmer ainda
negou uma bomba a Cardozo (grande passe de Katsouranis,
então já como médio, após saída
de Martins e entrada de Sidnei), nada pôde fazer contra o
tiro do paraguaio quando este, assistido por Aimar, levou a Luz ao
rubro. Uma notável jogada iniciada numa arrancada de
Léo. O brasileiro (que bela exibição) assistiu
Aimar para este o imitar e dar a Cardozo a sua cereja no topo do
bolo antes de ambos saírem.
A versão 2.0
Seguiu-se a versão benfiquista com a dupla Nuno
Gomes/Makukula na frente do ataque. E, claro, Reyes. O espanhol
rendeu Urreta e desde logo mereceu intensos aplausos. E o que
é certo é que o esquerdino não demorou muito a
retribuir, atirando ao poste mercê de um espectacular remate
de primeira após centro largo de Makukula. Já com uma
equipa totalmente remodelada em campo, o Benfica continuou a
encantar. E não fora nova grande defesa de Timmer e teria
sido Balboa (entretanto lançado) a chegar também ele
ao golo.
Fica a ideia de um resultado escasso para aquilo que o Benfica
produziu. Dentro de uma semana, diante de um Inter de Milão
mais forte que este Feyenoord, Quique ficará poderá
tirar as últimas conclusões, mas confirma-se aquilo
que o espanhol dissera na apresentação desse jogo: o
Benfica irá mostrar-se bem perto do seu valor real. Isso
ficou evidente diante do Feyenoord. Eis uma equipa em
crescendo…
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Data de criação : 08/05/26
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Última actualização : 08/08/19 03:07 / 24 Artigos publicados
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