Eusebio Cup: Benfica Empata com Inter de Mourinho mas perde nos Penalties!  Inserido Tuesday 19 August 2008 03:07

Eusébio Cup: Benfica 0-0 Inter de Milão (4-5 no desempate por g.p.)
Prontos para ir à luta

Mais de 54 mil viram o Benfica e o Inter proporcionarem um jogo muito intenso na primeira edição da Eusébio Cup. A formação liderada por José Mourinho venceu no desempate por grandes penalidades, após um nulo no final dos 90 minutos, embora o Benfica, em momentos, tenha empolgado a Luz e, perante um fortíssimo Inter de Milão, revelado a humildade dos campeões, sabendo quando defender mais ou quando sair com perigo para o ataque. Uma equipa personalizada, esta que Quique Flores está a construir.

Um Benfica pragmático, ciente das suas forças e fraquezas, actuando como um todo e revelando estar pronto para os embates oficiais, depois de ter actuado cara na cara do “gigante” italiano no último e mais difícil dos testes de pré-época. Que venha, pois, o início da Liga Sagres.

A um ferro do golo

Casa cheia, toque inicial do “King” e um grande adversário pela frente. Noite grande – para benfiquista desfrutar – em plena “Catedral”. Para complementar tal cenário, um Benfica de peito feito para, em jeito de homenagem a Eusébio, colocar em causa o poder quase estelar de um Inter de Milão treinado pelo “Special One”. Alinhando com o mesmo “onze” que derrotou (e bem) o Feyenoord, o Benfica cedo se impôs no jogo, revelando simplicidade de processos nas (quase sempre rápidas) transições defesa/ataque e inteligência na cobertura dos espaços que Figo (tem mesmo 36 anos?), Ibrahimovic e Mancini tentavam criar, quase sempre via tabelas rápidas e constantes trocas posicionais.

Actuando com uma defesa avançada e em linha, o Benfica cortou as fontes de inspiração dos italianos e só mesmo quando um milímetro ou centímetro se sobrepôs à competência da formação da já referida linha, o conjunto de Quique deu o tal mínimo espaço que o Inter precisava para fazer a diferença. Isso mesmo surgiu quando, aos 11’, Figo encontrou Ibrahimovic pela direita e o sueco assistiu o português no coração da área. Valeu a frieza de Quim para barrar o autêntico penalty em movimento de que dispôs o “sete”.

Mas foram precisos três minutos até que o Benfica demonstrasse que nem mesmo esse susto poderia colocar em causa a sua condição de anfitrião da festa, levando ao rubro a Luz quando Rúben Amorim centrou largo para Léo e o brasileiro picou a bola para o remate à meia volta de Cardozo. O eco da bola no ferro ouviu-se a quilómetros de distância, passe o exagero. Dois lances que serviram de excepção a uma regra em que imperou a capacidade de ambas as equipas se contrariarem na hora da construção, conferindo uma ideia de tremenda eficácia aos processos defensivos (sempre uma boa notícia quando o início da época está a poucos dias de distância). Ainda assim, o Benfica voltou a estar mais próximo do golo quando, aos 41’, Cardozo serviu, de calcanhar, Rúben Amorim e este, na cara de Júlio César, permitiu a defesa do guardião brasileiro.

A apitar nos desentendemos

Quique terá gostado do que viu, mas identificou alguma previsibilidade na forma de atacar os flancos, pelo que lançou Balboa e Reyes, abdicando de Rúben Amorim e Urreta. Em resultado dessa aposta, o jogo abriu, revelando o Benfica uma maior velocidade no ataque e o Inter crescente determinação nos lances de contra-ataque. E foi até dessa forma que Figo voltou a estar, aos 65’, à beira do golo, quando surgiu isolado no coração da área para nova defesa de qualidade de Quim.

Quique resolveu, logo depois, mexer, potenciando a entrada de vários jogadores: Nélson e Nuno Gomes e o regressado David Luiz (muito aplaudido). Com estas mudanças, de notar o regresso de Katsouranis ao miolo (fazendo dupla com Yebda). Mas foi lá atrás que, logo depois, aos 72’, uma jogada já antes vista voltou a repetir-se, tendo Quim como protagonista. O n.º 12 estirou-se para nova parada, desta feita a remate de Ibrahimovic.

Lances resultantes de um declínio da qualidade de jogo, em grande parte a dever-se às sucessivas faltas assinaladas (quase sempre em desfavor do Benfica) por Bruno Paixão, o que castrou, durante largos minutos, a iniciativa atacante aos “encarnados” e se revelou preponderante para a evolução no terreno de uma formação mais experiente, como é o Inter. Muito boa, no entanto, a reacção final do Benfica, encostando os italianos ao seu último reduto e reforçando a justiça do empate que se registou no final. Depois, nas grandes penalidades, que decidiram a entrega do troféu, o Inter acabou por ser mais feliz (Fellipe Bastos e Nélson falharam para o Benfica e Ibrahimovic para os visitantes).

 

 

Destaques na equipa do Benfica

Quim – Com asas nas costas
O equilíbrio existente à flor do relvado obrigou-o a uma constante atenção, pois o Inter, quase sempre em lances apoiados, surgiu em boa posição de remate em alguns momentos. Mas Quim, qual homem de ferro, revelou sempre uma tremenda concentração, quer nas saídas aos vários cruzamentos provenientes do flanco direito dos italianos (Figo e Ibrahimovic em destaque nesse aspecto), quer também quando foi chamado a opor-se aos perigosos remates dos adversários. Fantástica a forma como parou, aos 11’, um autêntico penalty (em movimento) de Luís Figo. Aos 65’, lance idêntico, com Figo a surgir ainda mais perto da baliza e a rematar de primeira (mais enrolado, desta feita) para nova defesa de Quim. E se dúvidas existissem acerca do quanto Quim estava inspirado, eis que, logo de seguida, arrojado, negou novo golo, desta feita a Ibrahimovic..

Cardozo – À lei da bomba
Excelente atitude entre os centrais adversários, revelando maior agressividade no corpo a corpo, contínua procura de espaços e inteligência na combinação com os colegas provenientes do meio campo. Um bom exemplo disso mesmo surgiu aos 41 minutos, quando deu de calcanhar para a entrada de Rúben Amorim, deixando o médio na cara de Júlio César. Pertenceu-lhe o momento mais alto da primeira parte, quando, de primeira e à meia volta, estoirou para a barra, corria o minuto 14.

Katsouranis – Sempre no sítio certo
Voltou a jogar como central e a impor-se como o complemento perfeito de Luisão. É certo que terá igual capacidade para se destacar como médio (posição na qual actuou na segunda parte), o que só diz bem da capacidade deste internacional grego. Desta feita, como central, “Katso” deu nas vistas pela capacidade de ler o jogo, utilizando ao seu tremendo poder de antecipação, mas também revelando a habitual categoria na avalização das jogadas em que tinha de dobrar o outro central ou os laterais. Numa palavra, brilhante.

Quique sobre o Jogo:



Quique Flores: «Estamos muito competitivos»

«A pré-época foi em crescendo e montando uma equipa, temos a certeza que hoje somos melhores do que no início da pré-época. Foi um jogo muito potente, quer individual como colectivamente, e foi muito bom para a equipa. Tenho a garantia que estamos muito competitivos, já somos uma equipa agressiva e que transmite boas sensações. Tivemos algumas dificuldades frente a uma equipa como o Inter, mas estamos satisfeitos com o que os jogadores fizeram. Se ainda espero mais algum jogador? O que espero é que a equipa comece a época com inteligência e que seja competitiva».

Eusébio: «Importante foi a festa»

«O importante foi a festa, embora tivesse gostado de ver o Benfica vencer. Gostei, como gostei do Benfica frente ao Feyenoord. É pena, gostava que a taça ficasse em Portugal, mas a equipa está bem, está a corresponder ao futebol que o treinador gosta e penso que não é agora que os sócios vão ficar tristes. A marcação de grandes penalidades é sempre uma lotaria. Julgo que o árbitro não foi feliz esta noite. É um dia que não vou esquecer, é o primeiro troféu em que o Benfica me presta homenagem. O público também correspondeu.»

 

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Petit Vendido ao Colonia da Alemanha! Boa Sorte e Obrigado Petit!  Inserido Tuesday 19 August 2008 03:06

O médio Petit, que partiu, esta terça-feira, para a Alemanha, onde vai representar o recém-promovido Colónia, diz-se grato pela compreensão do Benfica, face à oportunidade de celebrar, segundo o jogador, o "contrato da minha vida"

Petit viajou esta tarde para a Alemanha onde será submetido a exames médicos. O Benfica, dado o desejo manifestado pelo jogador, segundo o site do clube, não recebe qualquer verba pela transferência, mas caso o jogador venha a ingressar noutro clube, o Benfica terá direito a 3 milhões de euros. Os "encarnados", em caso de regresso a Portugal, ficarão com direito de opção.

O médio, depois de seis anos na Luz, deseja o melhor para o clube, mostra o seu reconhecimento pela compreensão, mas, "é o contrato da minha vida", disse o jogador à partida.

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Benfica Vence Feyenoord na Apresentação aos Socios!  Inserido Tuesday 19 August 2008 03:04

Jogo de Apresentação: Benfica 1-0 Feyenoord
Nasceu uma equipa!

Estreia de sonho de um excitante Benfica diante de mais de 43 mil adeptos. Uma Luz radiosa em noite perfeita. O Benfica venceu por 1-0 os holandeses do Feyenoord e, mais do que isso, convenceu.

Na noite em que Cardozo confirmou a veia goleadora, Aimar tirou sucessivos coelhos da cartola, Martins comeu a relva… uma equipa nasceu, tendo mais de 43 mil como testemunhas. Entretanto, quase nos esquecíamos de referir, Reyes estreou-se. E deixou, também ele, água na boca…

Início demolidor

Tal como já ficara bem evidente ao longo do Torneio de Guimarães, foi um Benfica mais perto do desenho final aquele que se apresentou aos mais de 43 mil adeptos que marcaram presença na Luz. Após as emoções da apresentação de cada um dos jogadores aos adeptos (apresentação essa em grande estilo, com direito a palco, confetis e enormes tarjas com fotografias dos craques) e também do deslumbrante voo da águia Vitória (aplaudido de pé por Quique Flores e acompanhado de boca aberta em especial pelos novos jogadores), o Benfica quis prolongar as cores da glória, mercê de um futebol envolvente e alegre.

Apresentando uma equipa muito parecida com aquela que venceu o V. Guimarães, Quique Flores promoveu, ainda assim, a titularidade de Quim, Maxi Pereira (confirma-se a tendência de jogar como lateral-direito), apostando em Yebda de início e dando a Katsouranis um lugar ao lado de Luisão no centro da defesa. Mas foi com a mesma receita de Guimarães que o Benfica quase chegou ao golo no minuto inicial: Rúben Amorim em diagonal da direita para o centro (após calcanhar delicioso de Aimar e imparável arrancada do ex-Belenenses) e, na cara de Timmer, a atirar por cima.

Uma jogada que obrigou o Feyenoord a encarar a partida com maior receio, resguardando-se na retaguarda, algo que não é a especialidade das equipas holandesas, sempre superiores quando se encontram donas e senhoras da posse de bola. O Benfica, assentando o seu jogo na capacidade de passe de Carlos Martins, nos desequilíbrios gerados por Aimar, nas diagonais de Amorim e na verticalidade e velocidade de Urreta, tratou de colocar a nu as fragilidades defensivas do opositor, sendo tal evidente em especial nas incursões do jovem uruguaio que, por diversas vezes, surgiu em excelente posição pela esquerda, só pecando no capítulo do passe (final).

A segunda vaga

Mas foi bem pelo meio que outro sul-americano – Cardozo – quase fez aquilo que mais gosta, mas viu o poste roubar-lhe o momento de glória, após tiro surpreendente à entrada da área. Novamente Cardozo à beira do golo meia hora depois, quando, servido por Aimar, atirou em jeito para voo decisivo de Timmer. O público gostava, mas o zero mantinha-se. E como merecia ter sido desfeito quando, aos 43’, na melhor jogada do encontro, o Benfica quase marcou. Carlos Martins orquestrou um lance em progressão, trocando com Urreta e Cardozo antes de ceder a Amorim, na direita, e este centrar para o cabeceamento de Aimar. A bola, essa infiel, saiu um pouco ao lado…

Chegou o intervalo mas nem por isso algo mudou. O Benfica voltou a apresentar total superioridade em todas as vertentes do jogo e continuou a adivinhar-se o golo. Ora, se aos 66’ Timmer ainda negou uma bomba a Cardozo (grande passe de Katsouranis, então já como médio, após saída de Martins e entrada de Sidnei), nada pôde fazer contra o tiro do paraguaio quando este, assistido por Aimar, levou a Luz ao rubro. Uma notável jogada iniciada numa arrancada de Léo. O brasileiro (que bela exibição) assistiu Aimar para este o imitar e dar a Cardozo a sua cereja no topo do bolo antes de ambos saírem.

A versão 2.0

Seguiu-se a versão benfiquista com a dupla Nuno Gomes/Makukula na frente do ataque. E, claro, Reyes. O espanhol rendeu Urreta e desde logo mereceu intensos aplausos. E o que é certo é que o esquerdino não demorou muito a retribuir, atirando ao poste mercê de um espectacular remate de primeira após centro largo de Makukula. Já com uma equipa totalmente remodelada em campo, o Benfica continuou a encantar. E não fora nova grande defesa de Timmer e teria sido Balboa (entretanto lançado) a chegar também ele ao golo.

Fica a ideia de um resultado escasso para aquilo que o Benfica produziu. Dentro de uma semana, diante de um Inter de Milão mais forte que este Feyenoord, Quique ficará poderá tirar as últimas conclusões, mas confirma-se aquilo que o espanhol dissera na apresentação desse jogo: o Benfica irá mostrar-se bem perto do seu valor real. Isso ficou evidente diante do Feyenoord. Eis uma equipa em crescendo…

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Benfica Contrata mais um reforço de Peso: José Antonio REYES!  Inserido Tuesday 19 August 2008 03:03

José Antonio Reyes no Benfica

Chega esta noite ao Aeroporto da Portela, Lisboa, aquele que é o mais recente reforço do Sport Lisboa e Benfica para a época 2008/09. José Antonio Reyes, internacional espanhol em 21 ocasiões (quatro golos) é um trunfo de peso do Glorioso para a sua frente de ataque. O jogador chega à Luz por empréstimo (uma época), com opção de compra, tendo o Benfica já adquirido 25 por cento do seu passe.

Depois de ter dado nas vistas no Sevilha, brilhado no Arsenal, sido decisivo no Real Madrid e mostrado alguns dos seus atributos no Atlético Madrid, Reyes chega à Luz para reforçar o plantel às ordens de Quique Flores.

Aos 24 anos de idade, aquele que é considerado um dos melhores valores espanhóis soma um total de 241 jogos e 55 golos ao longo de uma carreira em muitos momentos fulgurante. Entre outros troféus, já conquistou as ligas inglesa e espanhola, tendo feito estragos na frente atacante do Arsenal ao lado de Thierry Henry e apontado os golos decisivos com que o Real Madrid se sagrou campeão há dois anos.

Dotado de um fabuloso pé esquerdo, Reyes pode actuar no flanco esquerdo mas é também um polivalente atacante que alinha, também, em diversas posições no ataque. Drible, velocidade, fantasia, capacidade de passe e potência de remate são alguns dos atributos de um jogador que se destaca também nas bolas paradas. Trata-se de mais um reforço de grande categoria para o renovado Benfica.

Reyes já pisou solo luso
«Venho com a ambição de ser campeão»

José António Reyes, novo reforço do Benfica, já chegou esta quinta-feira à noite a Lisboa, depois de selada a sua vinda para o Glorioso. À chegada, o internacional espanhol referiu que tem um claro objectivo: vencer títulos.

«Venho com a ambição de ser campeão, conquistar títulos», referiu, acompanhado pela família, bem como por Rui Costa e pelo assessor da SAD, Paulo Gonçalves, pouco passava das 23 horas.

Instado a comentar o seu conhecimento acerca do Benfica, Reyes referiu que sabe ser um «grande clube que se está a reforçar muito bem». «Deram-me esta oportunidade e quero aproveitar», começou por dizer, ainda no aeroporto. O atacante deixou bem clara a intenção de se «integrar bem» num plantel que considerou ser de «qualidade».

José Antonio Reyes apresentado na Luz perante centenas de adeptos
«O Benfica tem das melhores condições que já vi»

Vai vestir a camisola número seis, mas não foram meia dúzia e sim várias centenas aqueles que se deslocaram à Luz só para o saudar.
Trata-se de José Antonio Reyes, o mais recente reforço do Benfica que esta sexta-feira à noite foi apresentado, em euforia, em pleno relvado da Luz.

Benfica entre os primeiros... em Espanha

Antes de ter o primeiro contacto com a massa adepta benfiquista, Reyes foi apresentado à Comunicação Social ao lado de Rui Costa e não escondeu o orgulho com que veste a camisola "encarnada": «Já passei por alguns dos melhores clubes do Mundo e, de facto, o Benfica tem das melhores condições de trabalho que já vi na vida. É deslumbrante.Tanto o estádio como o centro de estágio são iguais ou até melhores do que encontrei noutros clubes, como o Real Madrid. Sei que o Benfica é o maior clube de Portugal e por tudo o que já vi aqui só tenho de estar satisfeito», revelou o atleta.

E nem mesmo a Liga Sagres foi desvalorizada por um jogador habituada às milionárias ligas espanhola e inglesa. «Não creio que esta seja uma liga mais fraca. Parece-me que está entre as melhores da Europa e acredito que o Benfica lutaria pelos primeiros lugares em Espanha», atirou de pronto o ex-jogador do Atlético Madrid que foi emprestado por uma época ao Benfica, ficando o Clube com direito de opção, além de já ter adquirido 25 por cento do passe.

Evoluir com Quique

A muita imprensa espanhola presente na Luz questionou Reyes acerca do facto de ter trocado um Atlético Madrid que disputará a Champions por um Benfica que jogará a Taça UEFA. Mas o esquerdino sublinhou que, mais do que actuar na Champions, quer «ganhar títulos e evoluir», manifestando ainda a satisfação por poder ser treinado por Quique Flores: «Acompanhei o trabalho que fez no Valência e vários são os jogadores que com ele trabalharam que me dizem bem dos seus métodos. Quero evoluir com ele».

Também por isso, Reyes acredita que «os adeptos podem esperar o melhor». «Tenho confiança em mim e acredito que as coisas vão correr bem», frisou o homem que Rui Costa, sentado a seu lado, considerou um «importante reforço para ajudar o plantel».

Um dos melhores esquerdinos da Europa

José Antonio Reyes Calderón, nascido a 1 de Setembro de 1983, tem apenas 24 anos de idade, mas a sua carreira já vai longa, pois desde os 16 anos que joga ao mais alto nível. Quer seja pela esquerda, pela direita ou pelo meio, deixa apenas uma certeza: divertir a multidão. O seu pé esquerdo é um dos melhores da Europa e a sua capacidade de improvisação é reconhecida a nível internacional.

Tudo começou no Sevilha, onde despontou numa equipa que, do inferno ao céu, conseguiu recuperar de uma descida à II Divisão espanhola e solidificou a sua presença no escalão maior do país vizinho. Foi então que Reyes, um jovem com talento a jorrar por cada poro, se converteu no porta-estandarte daquela formação, sendo parte de um crescimento que, em curto prazo, levou o clube a confirmar-se como um dos melhores da Europa.

Mas Reyes não pôde ficar em Sevilha para gozar da melhor parte desta história. É que enquanto os andaluzes conquistavam (a dobrar) a Taça UEFA, já o canhoto se aventurava noutros emblemas. Assim, em 2003/04 juntou-se ao Arsenal, formando dupla com aquele que era então o melhor ponta-de-lança mundial: Thierry Henry. Juntos formaram uma frente de ataque implacável, conquistando o título inglês e ajudando os "gunners" a alcançar a final da Liga dos Campeões em 2005/06.

No entanto, Reyes voltou a Espanha logo depois e pela porta grande, assinando pelo Real Madrid, clube onde se sagrou campeão nacional. E como foi importante Reyes no regresso dos "merengues" à ribalta. No jogo decisivo, o Maiorca vencia no Santiago Bernabéu. O Real necessitava de vencer e foi o esquerdino que empatou a contenda e fechou, mais tarde, a contagem em 3-1. O Real era campeão e Reyes decisivo. Mas o talentoso jogador não ficou na "Casa Branca", rumando ao Atlético de Madrid para uma época menos regular. Agora, no Benfica, tem a oportunidade de voltar a mostrar as capacidades que o levaram a representar a selecção espanhola em 21 ocasiões (quatro golos).

Quique Sobre Reyes:

 

Quique Flores não se escusou, na conferência de imprensa realizada ao final da manhã no Caixa Futebol Campus, a comentar o ingresso do internacional espanhol José Antonio Reyes no Benfica. Para o técnico, o seu compatriota é «um jogador com história, que passou por outros grandes clubes e que traz ilusão a este grupo de trabalho. É mais um jogador que traz velocidade e técnica, algo que queremos na nossa equipa e no nosso estilo de jogo».

O técnico aprofundou a sua análise a Reyes, lembrando que se trata de um jogador com «muita qualidade». «É o típico atleta que pode agradar muito aos adeptos. Tem a capacidade de inventar jogadas e é especial também por isso. O Benfica procura sempre o melhor possível e Reyes é um bom reforço que atravessa uma fase fulcral da sua carreira, pois pode progredir ou estagnar e eu quero ajudá-lo a melhorar.»

Mudar os resultados

De qualquer forma, Quique não quis abordar o “tema” contratações: «É claro que quem possa faltar nunca será fácil, pois os mercados são complicados e temos de ser sempre pacientes. Identificámos as nossas necessidades, sabemos o que queremos e estamos tranquilos», limitou-se a dizer aquele para quem o primeiro mês de trabalho trouxe duas fases diferentes: «Nas duas ou três primeiras semanas trabalhámos com um grupo ainda algo indefinido e foi necessário que o plantel assimilasse novos métodos, mas agora já começamos a definir os jogadores e o estilo, dando passos para satisfazer os adeptos. No entanto é uma fase de grandes mudanças: desde os jogadores à forma de viver a profissão, entre outros. Queremos mudar os resultados.»

Combater a ansiedade

De qualquer forma, e na véspera de receber o Feyenoord naquele que é o primeiro jogo na Luz sob as ordens de Quique Flores, este Benfica precisa de combater a ansiedade: «É mais um jogo importante para nos ajudar a mudar as coisas e estamos todos envoltos nesta ambição. Mas não devemos passar as ansiedades para os jogadores. Sabemos os nossos limites e também sabemos que nos é exigida a máxima competência. Pedimos aos jogadores empatia, ligação positiva e abertura para que mostrem o seu futebol. De nada valem as ansiedades antes de tempo».

Aimar, Moretto e Mantorras

Quique Flores abordou ainda algumas situações relativas ao seu plantel e deixou clara a intenção de não encurralar Aimar numa posição: «Onde ele jogar, joga bem. Não temos de encaixá-lo numa posição, mas sim dar-lhe liberdade de movimentos, pois, muitas vezes, as grandes equipas têm que se saber desdobrar em movimentações».

Quanto à integração de Moretto, o técnico realçou o facto de ser «um jogador como os outros». «Irá competir com Quim e Moreira. Se sei quem será titular? Bom, até posso saber, mas o que importa é que qualquer um pode disputar o posto, pois todos estão ao mesmo nível». Por fim, quanto a Mantorras, o treinador benfiquista pediu tempo: «É uma situação especial e um jogador especial, de quem todos gostam. Está a recuperar fisicamente e não devemos falar em prazos».

 

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Aimar Apresentado na Luz  Inserido Tuesday 19 August 2008 03:03

Irá vestir de águia ao peito nas próximas quatros épocas. Será apresentado esta quinta feira pelas 20h no Estádio da Luz.

Já chegou a Portugal o mais desejado, mais falado reforço da época 2008-09. Pablo César Aimar, 28 anos (completa 29 a 3 de Novembro).


O director desportivo Rui Costa e o médio argentino acabaram de aterrar no aeródromo de Tires, num avião particular. Oargentino falou com os jornalistas presentes, admitindo estar feliz por poder representar o clube da Luz. "É uma alegria muito grande. O Benfica foi buscar-me. Conheço o treinador, a equipa técnica conhece-me. Espero jogar, desfrutar, ajudar, se possível ganhando títulos. É um dos maiores clubes do mundo". Admitindo que espera jogar com a camisola 10, camisola essa que era do actual director desportivo.


No site oficial do Benfica, podemos ler o comunicado enviado a CMVM na íntegra

“A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários e da alínea i) do artigo 3.º do Regulamento da CMVM n.º 4/2004, informa que adquiriu 100% dos direitos desportivos do jogador Pablo César Aimar ao Real Zaragoza, SAD pelo montante de 6,5 milhões de euros, tendo chegado a um acordo de princípio com o atleta para a celebração de um contrato por 4 épocas desportivas, o qual incluirá uma cláusula de rescisão no valor de 20 milhões de euros.”

 

 

Pablo Aimar foi finalmente apresentado como jogador do Benfica. O médio argentino, o sétimo reforço do clube para a época que se aproxima, compareceu com Rui Costa na sala de imprensa do Estádio da Luz, prometendo “muito trabalho e ‘ganas’ de ganhar títulos no Benfica”. Aimar disse que escolheu o Benfica porque “se trata de um clube muito grande, um dos maiores do mundo”. “Para além disso conheço muito bem o treinador e a equipa técnica”, acrescentou. Questionado sobre o que os adeptos benfiquistas podem esperar dele, Aimar sublinhou que espera “jogar bem, ganhar muitos jogos e ir longe na Taça UEFA”. “Quero fazer a melhor Liga possível, jogo sempre para ganhar”, afirmou ainda Pablo Aimar, que destacou ainda sentir-se “em boas condições físicas”. O médio internacional argentino começa a trabalhar com os novos companheiros já amanhã.

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